Como conseguir redução de mama pelo convênio? Descubra!

Como conseguir redução de mama pelo convênio? Descubra!

Saiba como conseguir a cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde

 

A cirurgia de redução de mama têm cobertura obrigatória em todo convênio médico

 

Tal como explicado acima no vídeo pelo advogado especialista em plano de saúde Elton Fernandes, a cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde não pode ser tratada como um procedimento meramente estético e a Justiça tem reiterado que é direito de mulheres que possuam problema de saúde ou que possam desenvolver algum tipo de problema ter a cobertura obrigatória da cirurgia de redução de mama pelo convênio médico, inclusive podendo obter liminar.

 

O principal problema é que muitas vezes os médicos se recusam a inclusive solicitar o procedimento de redução de mama pelo convênio, dizendo simplesmente que não há cobertura e que não irão solicitar, mas hoje você saberá como resolver este problema.

 

Este tipo de postura é prejudicial para as mulheres, mas neste artigo o advogado especialista em plano de saúde explicará como driblar este tipo de situação com os médicos e com os planos de saúde.

 

Qual o primeiro passo para conseguir minha cirurgia de redução de mama pelo convênio médico?

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A primeira coisa que você deve fazer é procurar um médico que recomende a você a cirurgia de redução de mama e que você solicite isto ao seu convênio médico. O exercício da medicina é privativo do médico e, desta forma, um médico precisará recomendar à você a realização da cirurgia, qualquer que seja o médico, todo profissional tem o direito de indicar o procedimento a você.

 

Sem a indicação médica não há o que fazer e, portanto, é imprescindível que você tenha a indicação médica.

 

O que precisa conter neste relatório que indica a cirurgia de redução de mama pelo convênio médico?

O relatório médico deve conter seu problema de saúde e a necessidade de que você realize a cirurgia, indicando uma razão clínica. Quanto melhor escrito for este relatório médico, quanto mais claro for a necessidade urgente do procedimento, mais rápido você poderá conseguir realizar a cirurgia.

 

Em quais casos a cirurgia de redução de mama deve ser coberta pelo plano de saúde?

A indicação de a cirurgia de redução de mama pelo convênio médico deve ser feita por um motivo clínico, não podendo o médico alegar que o procedimento visa melhorar a estética. O mais comum é que os médicos indiquem alegando riscos à coluna, por exemplo, ou então dor nas costas, ou mesmo problemas dermatológicos causados sobretudo no período de calor. 

 

Portanto, o que diz a lei é que o plano de saúde só não deve pagar a cirurgia se a indicação for exclusivamente estética, mas se a indicação for clínica haverá a obrigação de custear o procedimento de cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde.

 

Meus exames não apontam problemas na coluna, mas sinto dores. Mesmo assim posso já pedir que o médico prescreva a cirurgia?

Sim, o plano de saúde deve custear a cirurgia de redução de mama mesmo antes da paciente ter um problema mais grave. O simples fato do procedimento estar sendo indicado antes do agravamento do quadro não impede a cobertura pelo plano de saúde.

 

Como será explicado adiante, nem sempre o quadro será urgente para que se consiga uma liminar, mas há chance de conseguir este direito nem que seja ao final do processo ou sendo reembolsada dos gastos.

 

Mas o fato de ser também uma cirurgia com cunho estético não atrapalha meu direito?

Não. Existem dezenas de procedimentos que são cobertos pelos planos de saúde e que até geram ganhos estéticos ao paciente, mas são cirurgias indicadas por uma razão clínica.

 

A mais conhecida delas, por exemplo, é a cirurgia de redução de estômago (cirurgia bariátrica) e, embora a cirurgia proporcione um ganho estético, nem por isso ela deixará de ser custeada. Outra cirurgia é a cirurgia ortognática em que há ganho estético, mas a indicação de cirurgia é sempre por uma razão clínica (melhorar mastigação, respiração e etc.).

 

A cirurgia de redução de mama pelo convênio médico não é diferente destas outras. Há mulheres que adoram ter seios grandes e mulheres que odeiam, o gosto acerca da estética é de cada pessoa e é possível que uma mulher goste de ter o seio grande, mas esteja sentindo que isto causará problemas de saúde e, portanto, quer realizar a cirurgia de redução de mama pelo convênio médico. 

 

Portanto, o fato de poder haver um ganho estético não muda seu direito à cirurgia.

 

Qual plano de saúde deve cobrir cirurgia de redução de mama?

Todos os planos de saúde que tem cobertura Hospitalar são obrigados a cobrir, simples assim. Não importa se seu plano de saúde é Bradesco, Sul América, Unimed, Unimed Fesp, Unimed Seguros, Central Nacional, Cassi, Cabesp, Notredame, Intermédica, Allianz, Porto Seguro, Amil, Marítima Sompo, São Cristóvão, Prevent Senior, Hap Vida ou qualquer outro plano de saúde, pois todos tem obrigação de  cobrir a cirurgia de redução de mama.

 

Para saber se seu plano tem cobertura hospitalar você pode olhar sua carteirinha do plano de saúde para saber ou, então, basta pensar: meu plano de saúde cobre internação? Se sim, é porque sua cobertura de plano de saúde é também "Hospitalar".

 

Mas se todos devem cobrir, porque todo plano de saúde recusa a cirurgia de redução de mama?

Esta cirurgia não está no rol da ANS e os planos de saúde entendem que só devem cobrir os procedimentos cirúgicos que estão previstos no rol da ANS. Desta forma, como a cirurgia de redução de mama não está neste rol, eles entendem que não devem cobrir. O erro dos planos de saúde, contudo, é que o direito à cirurgia de redução de mama pelo convênio médico está na lei e o rol da ANS não pode contrariar a lei.

 

Portanto, as pessoas que tem conseguido este direito pelo plano de saúde geralmente acionaram o convênio médico na Justiça.

 

Mas para cirurgia de redução de mama pelo convênio médico faz alguma diferença se o plano for Unimed, Amil, Bradesco, Sul América ou qualquer outro?

Não. Geralmente não faz nenhuma diferença em termos de cobertura, apenas muda a rede credenciada. Atualmente todos os planos de saúde cobrem apenas os procedimentos que estão listados no rol da ANS e como a cirurgia de redução de mama não está no rol da ANS, nenhum plano de saúde cobre isto sem ordem judicial.

 

Salvo em casos muito graves ou em casos muito específicos, nenhum plano de saúde vai cobrir a cirurgia sem que você obtenha na Justiça uma ordem judicial.

 

Você está dizendo que não existe diferença entre planos de saúde como Amil, Unimed, Bradesco, Sul América etc.?

Sim e não. Entenda isso. Cada empresa e mesmo dentro de uma mesma empresa existem vários planos de saúde, mas o que muda entre eles é apenas a rede credenciada, o valor de reembolso, o fato de que alguns tem direito de reembolso e outros não, muda que em um plano de saúde você pode ser atendido em qualquer lugar do Brasil e outros tem atendimento estadual ou apenas em uma cidade específica.

 

Enfim, claro que existem diferenças, mas todos estes planos de saúde, atualmente, se limitam a cobrir o que a ANS manda, ignorando que a lei manda cobrir outros tantos procedimentos e, inclusive, pode determinar a liberação de medicamentos fora do rol da ANS.

 

Desta forma, o rol da ANS passou a ser "tudo o que os planos de saúde cobrem", mas isto é um erro grave, pois o rol da ANS é apenas o mínimo que o plano deve cobrir e, por isso, as pessoas que precisam de cobertura para procedimentos que não estão no rol da ANS precisam entrar com ação judicial com um advogado especialista em plano de saúde e liminares.

 

Então, se meu plano de saúde for muito básico, mesmo assim eu tenho direito a cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde?

Sim. O fato de ser básico só significa que você fará a cirurgia em um hospital mais simples e que a outra pessoa que tem um plano de saúde "executivo" realizará a cirurgia em um hospital mais "renomado", mas todos os contratos, por lei, dão cobertura para cirurgia de redução de mama.

 

Lembre-se que você provavelmente dependerá de uma ordem judicial para fazer seu plano de saúde cobrir a cirurgia, mas mesmo que seu plano seja básico, você tem direito.

 

O que fazer se o médico credenciado não quiser recomendar a cirurgia de redução de mama pelo convênio médico?

Procure outro profissional. Como mencionamos antes, a cirurgia de redução de mama pelo convênio médico depende de uma indicação médica. Não adiantará querer se nenhum médico entender que você precisa. 

 

Se nenhum médico credenciado quiser fazer a indicação da cirurgia você deve procurar um outro médico, não credenciado, e pedir que ele faça o relatório que mencionamos no começo do texto e solicite ao seu plano de saúde.

 

Mas se o médico particular prescrever a cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde, eu terei que pagar os honorários médicos dele?

Na ação judicial seu advogado especialista em plano de saúde pode manejar em seu favor algumas regras muito específicas que os profissionais mais experientes conhecem. Nesta regra diz que se o plano de saúde não tiver profissional credenciado que realize a cirugia, então o convênio médico deverá pagar os honorários do médico particular da paciente.

 

Ou seja, em princípio você não pode simplesmente escolher um médico particular e querer que seu plano de saúde pague os honorários dele. Você pode até querer operar com ele e desde que você pague os honorários médicos dele é seu direito exigir que o plano de saúde cubra a internação e tudo o mais que for preciso.

 

No entanto, se o plano de saúde não apresentar um profissional, então você pode exigir que eles paguem o seu particular.

 

Se eu fizer hoje um plano de saúde, qual o prazo de carência para cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde?

Se você fizer hoje um convênio médico e declarar que possui a mama grande e que precisa operar, você terá uma carência de até 24 meses. Veja, o simples fato de ter a mama grande não significa que alguém precisa operar e, portanto, ter simplesmente a mama volumosa não pode ser considerado doença preexistente.

 

A doença preexistente neste caso só existirá se a pessoa disser que entrou no plano de saúde sabendo que precisaria operar.

 

Uma ação judicial demora muito?

Cada cidade tem o Judiciário em um ritmo diferente e como temos processos em todo país, sabemos bem o quanto muda de um estado para o outro, às vezes de uma cidade para a outra. Na cidade de São Paulo, por exemplo, um processo tem demorado uma média de um ano e meio, às vezes um pouco menos, às vezes um pouco mais, mas se a paciente conseguir uma liminar pode ser que consiga operar antes deste prazo. 

 

O que é uma liminar para conseguir a cirurgia de redução de mama?

Em síntese, a regra geral de um processo é que a pessoa ganhe este direito ao final da ação, mas se o caso for grave, urgente, se a pessoa estiver em risco, o juiz pode antecipar este direito, a pedido do advogado, concedendo uma liminar.

 

A liminar, portanto, é uma decisão judicial que pode permitir a imediata realização do procedimento cirúrgico, sem ter que esperar o final do processo. A ação não termina com a liminar, mas o deferimento da liminar permite a imediata realização da cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde. Quer saber mais sobre o que é liminar e o que acontece depois da análise da liminarAcomapanhe o vídeo abaixo

 

 

É possível conseguir liminar para realizar a cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde?

Possível é, mas nem sempre é fácil. Muitos casos não tem urgência e, então, não significa que a pessoa não conseguirá nunca a cirurgia, mas que provavelmente terá que esperar até o final do processo para ter este direito.

 

A liminar pode ser concedida pelo juiz a qualquer tempo e não apenas no início da ação. Portanto, perder a liminar não tem qualquer relação com "perder o processo", isto é um equívoco que não deve ser confundido. Na dúvida, clique acima para ter mais detalhes sobre a liminar. Você pode muito bem ganhar a ação ao final, mas não ter liminar, ou seja, neste caso você realizará a cirurgia ao final do processo.

 

O que a Justiça tem dito nestes processos de cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde?

Em geral, quando há indicação clínica, a Justiça tem reiterado o direito das pacientes se submeterem à cirurgia de redução de mama pelo plano de saúde. Mesmo nos casos onde os juízes não concedem liminar, esta possibilidade existe. O mais importante é que você tenha um excelente relatório de seu médico sobre as razões pela qual a cirurgia deve ser realizada.

 

Seu médico não precisa mentir, ele só precisa escrever e detalhar a necessidade do procedimento, pois há juízes mais técnicos e formais que exigirão a urgência para antecipar este direito e conceder a liminar e outros juízes que são mais práticos e costumam conceder liminar até em casos que não há urgência, quando a ação foi bem fundamentada.

 

E se eu resolver pagar a cirurgia de redução de mama. Meu plano de saúde terá que me ressarcir?

Sim, se você solicitou a cirurgia ao seu plano de saúde e se eles recusaram a cobertura, sim, eles tem obrigação de te ressarcir e neste caso o reembolso deve ser integral. Aliás, na ação judicial para o reembolso do valor seu advogado pode pedir juros e correção monetária. Os juros começam a contar do dia em que o plano de saúde foi citado da ação, portanto, não perca tempo e procure um advogado especialista em plano de saúde.

 

Costuma ter audiência neste tipo de processo?

Não, não costuma. Audiência só é obrigatória quando você precisa ouvir testemunhas e, geralmente, não é o caso deste tipo de processo.

Ficou com dúvidas sobre cirurgia de redução de mama pelo convênio médico?

Se seu plano de saúde recusou qualquer procedimento ou tratamento, fale conosco. Para falar com um dos nossos especialistas, você pode enviar um e-mail para [email protected]. Caso prefira, ligue para (11) 3141-0440 envie uma mensagem de Whatsapp para (11) 97751-4087 ou então mande sua mensagem abaixo.

 

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Acompanhe o Dr. Elton Fernandes, especialista em ações contra planos de saúde, na imprensa:

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