AÇÃO JUDICIAL CONTRA O SUS:COMO ENTRAR NA JUSTIÇA PARA CONSEGUIR REMÉDIO, TRATAMENTO OU CIRURGIAE QUANDO PROCURAR UM ADVOGADO

AÇÃO JUDICIAL CONTRA O SUS:
COMO ENTRAR NA JUSTIÇA PARA CONSEGUIR REMÉDIO, TRATAMENTO OU CIRURGIA
E QUANDO PROCURAR UM ADVOGADO

A ação judicial contra o SUS é o pedido feito à Justiça para obrigar a União, o Estado ou o Município a fornecer remédio, tratamento, exame ou cirurgia que o paciente teve negado ou não recebeu a tempo. O fundamento é o art. 196 da Constituição Federal, que define a saúde como direito de todos e dever do Estado.

O caminho segue uma ordem: relatório médico, pedido administrativo, negativa registrada e, então, a ação, proposta por advogado, pela Defensoria Pública ou pelo Ministério Público. Para medicamento fora da lista do SUS, a Justiça aplica os requisitos que o Supremo Tribunal Federal fixou em 2024 no Tema 6, reunidos na Súmula Vinculante 61.

Conteúdo atualizado em 28 de outubro de 2026.

<em>COMO ENTRAR COM AÇÃO CONTRA O SUS </em><br /><strong>PARA CONSEGUIR REMÉDIO OU TRATAMENTO </strong>

COMO ENTRAR COM AÇÃO CONTRA O SUS
PARA CONSEGUIR REMÉDIO OU TRATAMENTO

A ação contra o SUS tem seis etapas, e as três primeiras acontecem fora da Justiça. Cada uma produz um documento que o juiz vai pedir depois.

  1. Relatório médico e prescrição. O médico que acompanha o paciente descreve o diagnóstico com CID, os tratamentos já tentados, por que os oferecidos pelo SUS não servem para aquele caso e a urgência.
  2. Pedido administrativo. O paciente pede o remédio ou o procedimento na Secretaria de Saúde, na unidade de saúde ou na farmácia de alto custo. O trâmite do Componente Especializado (CEAF) e do LME está no passo a passo sobre como conseguir remédio pelo SUS.
  3. Negativa registrada. A recusa ou a falta precisa ficar documentada por escrito, por protocolo ou por registro na Ouvidoria-Geral do SUS, pelo telefone 136. Para medicamento não incorporado, a negativa administrativa é o primeiro requisito do Tema 6.
  4. Definição de contra quem e onde. O pedido pode ser dirigido à União, ao Estado ou ao Município, e o custo anual do tratamento define se a ação corre na Justiça Federal ou na Estadual.
  5. Escolha de quem propõe a ação. Advogado, Defensoria Pública ou Ministério Público.
  6. Ação com pedido de tutela de urgência. A ação de obrigação de fazer pede que o ente forneça o tratamento, e a liminar antecipa a entrega quando há risco à saúde, nos termos do art. 300 do Código de Processo Civil.

AÇÃO JUDICIAL CONTRA O SUS: 
QUANDO CABE ENTRAR NA JUSTIÇA

O Sistema Único de Saúde tem obrigação constitucional de prover acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde, como determina o art. 196 da Constituição Federal. Quando essa obrigação não é cumprida, o paciente pode levar o pedido ao Judiciário.

A ação judicial contra o SUS cabe, entre outras situações, quando:

  • o medicamento prescrito pelo seu médico não está na lista do SUS (RENAME ou lista estadual) e o pedido administrativo foi negado;
  • o medicamento está na lista, mas não é entregue por falta de estoque, desabastecimento ou fila sem previsão de atendimento;
  • a cirurgia foi autorizada, mas o paciente está há meses na fila, sem data marcada e com risco de agravamento do quadro;
  • o exame diagnóstico necessário, como ressonância, tomografia, PET-CT ou biópsia, tem previsão de meses quando o caso é urgente;
  • o tratamento oncológico não é iniciado no prazo de até 60 dias contados do diagnóstico em laudo patológico, previsto no art. 2º da Lei nº 12.732/2012;
  • o leito hospitalar, a vaga de UTI ou a transferência para hospital com estrutura adequada não são disponibilizados;
  • o home care, a dieta enteral, a fórmula nutricional ou os insumos de uso contínuo são negados;
  • a terapia multidisciplinar indicada para autismo ou para doença neurológica não é ofertada na rede pública.

Nos casos de fila, o pedido judicial pode ser de realização do procedimento em prazo certo, hipótese tratada na resposta sobre processar o SUS por demora no atendimento. No home care, as modalidades de atenção domiciliar da rede pública estão descritas no conteúdo sobre home care pelo SUS.

<em>COMO CONSEGUIR MEDICAMENTO FORA DA LISTA DO SUS</em><br /><strong>NA JUSTIÇA (TEMA 106 DO STJ E TEMA 6 DO STF)</strong>

COMO CONSEGUIR MEDICAMENTO FORA DA LISTA DO SUS
NA JUSTIÇA (TEMA 106 DO STJ E TEMA 6 DO STF)

Quando o medicamento prescrito não está incorporado ao SUS, a discussão judicial passa por critérios definidos pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Tema 106 (REsp 1.657.156/RJ). São três requisitos, e eles são cumulativos:

  • Laudo médico fundamentado e circunstanciado, expedido pelo médico que assiste o paciente, comprovando a imprescindibilidade ou a necessidade do medicamento e a ineficácia, para o tratamento daquela doença, dos fármacos já fornecidos pelo SUS;
  • Incapacidade financeira do paciente de arcar com o custo do medicamento prescrito;
  • Registro do medicamento na Anvisa, observados os usos autorizados pela agência.

O laudo é o requisito que mais depende de detalhe. Um relatório médico genérico, sem CID, sem histórico dos tratamentos já tentados na rede pública e sem justificar por que eles não funcionaram para aquele paciente dificilmente sustenta a ação. É por isso que o trabalho do advogado começa antes da petição inicial: na organização da prova médica.


O QUE O STF DECIDIU NO TEMA 6 E NA SÚMULA VINCULANTE 61

Desde 2024, a regra geral é que medicamento fora das listas do SUS não é fornecido por decisão judicial, independentemente do custo. O Supremo Tribunal Federal fixou essa regra no Tema 6 (RE 566.471), em julgamento encerrado em 20 de setembro de 2024, e abriu uma exceção que depende de seis requisitos cumulativos, conforme a notícia oficial do STF:

  1. negativa de fornecimento do medicamento na via administrativa;
  2. ilegalidade do ato de não incorporação pela Conitec, ausência de pedido de incorporação ou demora na sua análise além dos prazos da Lei 8.080/90;
  3. impossibilidade de substituição por outro medicamento das listas do SUS e dos protocolos clínicos;
  4. comprovação de eficácia, acurácia, efetividade e segurança por evidência de alto nível, ou seja, ensaios clínicos randomizados e revisão sistemática ou meta-análise;
  5. imprescindibilidade clínica, comprovada por laudo médico fundamentado que descreva o tratamento já realizado;
  6. incapacidade financeira de arcar com o custo do medicamento.

A Súmula Vinculante 61 obriga todos os juízes a seguir essas teses. Pela mesma decisão, o juiz consulta antes o Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NatJus) e não decide apenas com o laudo apresentado pelo paciente.

Medicamento que está nas listas do SUS e não é entregue segue outra lógica: o pedido é de cumprimento de uma política que já existe, e os requisitos do Tema 6 não se aplicam.

<em>CONTRA QUEM ENTRAR COM A</em> <br /><strong>AÇÃO E EM QUAL JUSTIÇA</strong>

CONTRA QUEM ENTRAR COM A
AÇÃO E EM QUAL JUSTIÇA

A União, os Estados e os Municípios respondem juntos pelo dever de prestar assistência à saúde, entendimento do STF no Tema 793. A divisão entre eles, explicada na resposta sobre processar a União, o Estado ou o Município, define em qual Justiça a ação corre.

Para medicamento registrado na Anvisa e não incorporado ao SUS, o STF homologou no Tema 1234 (RE 1.366.243) acordo entre os entes que usa o custo anual do tratamento como critério, segundo a notícia oficial do STF. A Súmula Vinculante 60 obriga o pedido administrativo e a ação a seguir esses acordos.

Situação do medicamento

Custo anual do tratamento

Onde a ação corre

Quem custeia

Registrado na Anvisa, não incorporado ao SUS

Igual ou superior a 210 salários mínimos

Justiça Federal

União, integralmente

Registrado na Anvisa, não incorporado ao SUS

Entre 7 e 210 salários mínimos

Justiça Estadual

Estado ou Município, com ressarcimento parcial pela União

Incorporado ao SUS e não entregue

Qualquer valor

Justiça Estadual, ou Federal quando a União é parte

Ente responsável pela dispensação


JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA E JUIZADO ESPECIAL FEDERAL

Causas de até 60 salários mínimos contra Estado ou Município correm no Juizado Especial da Fazenda Pública, criado pela Lei 12.153/2009. Onde esse juizado está instalado, a competência dele é absoluta (art. 2º, § 4º).

Em remédio de uso contínuo, o valor da causa é a soma de 12 parcelas a vencer e das já vencidas (art. 2º, § 2º). O mandado de segurança e as ações sobre interesses coletivos ficam fora do juizado (art. 2º, § 1º).

Contra a União, o equivalente é o Juizado Especial Federal, com o mesmo teto de 60 salários mínimos, previsto no art. 3º da Lei 10.259/2001.

QUAL O PRAZO PARA
ENTRAR COM AÇÃO CONTRA O SUS?

O prazo de 5 anos vale para o pedido de indenização. O art. 1º-C da Lei 9.494/1997 fixa esse prazo para os danos causados por agentes de pessoas jurídicas de direito público e de pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos.

  1. Para obter medicamento, tratamento ou cirurgia negados pelo SUS, o pedido se apoia na necessidade atual do paciente, por isso o relatório e a prescrição apresentados precisam ser recentes;
  2. Para pedir indenização por dano sofrido em atendimento do SUS, o prazo é de 5 anos, contado da ciência do dano e de sua autoria, com fundamento no art. 1º-C da Lei 9.494/97 e no art. 1º do Decreto 20.910/32, que regem a pretensão contra a Fazenda Pública. O art. 27 do CDC não se aplica ao SUS: o Código de Defesa do Consumidor rege a relação com planos de saúde e prestadores privados (Súmula 608 do STJ), não o serviço público de saúde custeado por tributos.

A contagem do prazo nos casos de erro médico é detalhada na resposta sobre em quanto tempo prescreve o direito de processar por erro médico.

<em>QUANDO PROCURAR UM ADVOGADO,</em><br /><strong>A DEFENSORIA PÚBLICA OU O MINISTÉRIO PÚBLICO</strong>

QUANDO PROCURAR UM ADVOGADO,
A DEFENSORIA PÚBLICA OU O MINISTÉRIO PÚBLICO

A ação contra o SUS pode ser proposta por advogado, pela Defensoria Pública ou pelo Ministério Público. A escolha depende da renda do paciente, do tipo de pedido e do valor do tratamento.

Advogado. Reúne a prova médica exigida pelos Temas 106 e 6, define contra qual ente e em qual Justiça a ação corre, pede a tutela de urgência e acompanha o cumprimento da decisão. A prova pesa mais no medicamento fora da lista do SUS, em que cabe ao autor da ação demonstrar os seis requisitos do Tema 6, e no tratamento de custo alto, em que o valor anual define a competência.

Defensoria Pública. Presta assistência jurídica integral e gratuita a quem não tem condição de pagar, conforme o art. 1º da Lei Complementar 80/1994. Cada Defensoria estadual define o critério de renda para atendimento; nas ações contra a União, na Justiça Federal, atua a Defensoria Pública da União (art. 14).

Ministério Público. Pode pedir tratamento ou medicamento para um paciente determinado. O Superior Tribunal de Justiça fixou no Tema 766 que o MP é parte legítima nessas ações contra os entes federativos, por se tratar de direito individual indisponível.

Em qualquer das três vias, o paciente precisa ter a indicação médica do tratamento e, se possível, a negativa do Estado ou do Município por escrito.

Fora do poder público, a atuação do advogado na área da saúde inclui negativa de plano de saúde, reembolso, reajuste e erro médico em hospital privado.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA
ENTRAR COM AÇÃO CONTRA O SUS

Documento

Por que ele é decisivo

Relatório médico fundamentado e circunstanciado

É a peça mais importante do processo. Deve trazer o CID, o histórico da doença, os tratamentos já tentados pelo SUS e a razão de não terem funcionado, o medicamento ou procedimento indicado com posologia e duração, e a urgência do caso. É esse documento que atende ao primeiro requisito do Tema 106 do STJ e ao requisito de imprescindibilidade clínica do Tema 6 do STF.

Prescrição médica e receituário

Comprovam a indicação pelo princípio ativo e pela apresentação, o que afasta a alegação de simples preferência por marca comercial.

Exames e laudos

Sustentam o diagnóstico e demonstram a evolução do quadro, inclusive a piora durante a espera.

Negativa administrativa por escrito ou protocolo do pedido

Demonstra que a via administrativa foi tentada. Se a unidade de saúde ou a farmácia de alto custo se recusar a formalizar a negativa, servem o protocolo do pedido, o número da fila de espera ou o registro na ouvidoria do SUS (Disque 136).

Cartão SUS, RG, CPF e comprovante de residência

Identificam o paciente e fixam o foro competente para a ação.

Comprovação de hipossuficiência financeira

Atende ao segundo requisito do Tema 106 e instrui o pedido de gratuidade de justiça: declaração de hipossuficiência, comprovante de renda, extrato do CadÚnico ou a última declaração de imposto de renda.

Orçamentos do medicamento ou do procedimento

Dimensionam o custo mensal e anual do tratamento, dado que, pelo Tema 1234 do STF, define o ente responsável e a Justiça competente.

Procuração ou termo de atendimento da Defensoria Pública

Formalizam quem representa o paciente na ação.

 

ERRO MÉDICO NO SUS:
QUANDO CABE AÇÃO DE INDENIZAÇÃO

Nem todo problema com o SUS é falta de tratamento. Quando o dano vem de uma falha no atendimento que foi prestado: diagnóstico equivocado, cirurgia malsucedida por negligência, imperícia ou imprudência, infecção decorrente de falha de protocolo, o caminho é a ação de indenização.

Entre os motivos dessas ações estão maus-tratos, negligência, erro no diagnóstico ou no tratamento, equipe sem preparo adequado e falha de comunicação entre os profissionais de saúde. A indenização pode abranger dano material, como despesas médicas e perda de renda, e dano moral.

Nesses casos, a responsabilidade do ente público é, em regra, objetiva, com fundamento no art. 37, § 6º, da Constituição Federal: o paciente precisa comprovar o dano e o nexo causal com o serviço público, sem discutir a culpa do agente. A conduta do profissional é analisada na eventual ação de regresso do Estado contra ele. Nas situações de omissão, os tribunais examinam a chamada falta do serviço. O prazo é de 5 anos, contado da ciência do dano e de sua autoria, com fundamento no art. 1º-C da Lei 9.494/97 e no Decreto 20.910/32.

Os tipos de dano, a prova e a perícia em casos de erro médico, no serviço público ou no privado, estão no conteúdo sobre advogado de erro médico.

QUANTO TEMPO DURA UMA
AÇÃO CONTRA O SUS E COMO FUNCIONA A LIMINAR

A lei não fixa prazo para a liminar nem para o processo contra o SUS.

  • Liminar: a tutela de urgência é concedida quando há elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano, conforme o art. 300 do Código de Processo Civil, e pode ser pedida já na petição inicial;
  • Processo: a duração varia conforme a comarca, a necessidade de nota técnica do NatJus ou de perícia e a existência de recursos do ente público. No medicamento não incorporado, a consulta prévia ao NatJus é obrigatória pelo Tema 6.

As regras gerais da liminar e o que acontece depois da sua análise valem também para as ações contra o poder público.

O tempo também depende da instrução inicial. Relatório médico completo, negativa documentada e polo passivo corretamente definido já na petição inicial evitam emendas, redistribuições e diligências que, sozinhas, consomem meses. 

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE AÇÃO CONTRA O SUS

Precisa de advogado para entrar com ação contra o SUS?

A ação pode ser proposta por advogado, pela Defensoria Pública, para quem não tem condição de pagar, ou pelo Ministério Público, que o STJ reconhece como parte legítima para pedir tratamento de um paciente determinado (Tema 766).

O SUS é obrigado a fornecer remédio que não está na lista?

Como regra geral, não por decisão judicial. Pelo Tema 6 do STF e pela Súmula Vinculante 61, a Justiça só determina o fornecimento de medicamento registrado na Anvisa e fora das listas do SUS quando o paciente prova seis requisitos cumulativos, entre eles a negativa administrativa, a falta de substituto na lista e a eficácia por evidência de alto nível.

Contra quem entrar com a ação: União, Estado ou Município?

Os três respondem juntos pela assistência à saúde (Tema 793 do STF). Para medicamento não incorporado, o custo anual define o caminho: a partir de 210 salários mínimos, a ação corre na Justiça Federal e a União custeia; entre 7 e 210, corre na Justiça Estadual (Tema 1234).

Dá para entrar com ação contra o SUS no Juizado Especial?

Sim, em causas de até 60 salários mínimos: no Juizado Especial da Fazenda Pública contra Estado ou Município (Lei 12.153/2009) e no Juizado Especial Federal contra a União (Lei 10.259/2001). Em remédio de uso contínuo, conta-se a soma de 12 parcelas.

Quanto tempo demora a liminar contra o SUS?

Não há prazo fixado em lei. O juiz decide a tutela de urgência quando vê probabilidade do direito e perigo de dano (art. 300 do CPC) e, no medicamento fora da lista, depois de consultar o NatJus.

Quem não pode pagar as custas do processo tem alternativa?

Sim. A pessoa com insuficiência de recursos para pagar custas e despesas processuais tem direito à gratuidade da justiça, prevista no art. 98 do CPC, e pode ser atendida pela Defensoria Pública.

Qual o prazo para processar o SUS por erro médico?

Cinco anos, com base no art. 1º-C da Lei 9.494/97 e no art. 1º do Decreto 20.910/32, que regem a ação de indenização contra a Fazenda Pública e contra entidades privadas prestadoras de serviço público.

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