Liminar para manter paciente internado: tudo o que você precisa saber!

Liminar para manter paciente internado: tudo o que você precisa saber!

Data de publicação: 11/12/2025

Entenda a liminar para manter paciente internado: direitos do paciente, proteção do tratamento e cuidados legais em planos de saúde

Liminar para Manter Paciente Internado: Tudo o que Você Precisa Saber!

Quando alguém está hospitalizado, todo o foco se concentra em garantir o melhor tratamento possível para sua recuperação. 

No entanto, infelizmente, muitas vezes é possível que o beneficiário se depare com algumas situações em que o acesso a determinados procedimentos seja negado. 

É nesses momentos de angústia e incerteza que a figura da liminar para manter paciente internado se torna essencial. 

Este artigo tem o objetivo de esclarecer o que é uma liminar, como ela pode ser solicitada e como ela garante os direitos do paciente.

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Plano de saúde pode limitar o tempo de internação do paciente?

O plano de saúde não pode limitar o tempo de internação do paciente, devendo permanecer internado pelo tempo que for necessário. 

Ou seja, o paciente deve ficar internado até que sua alta médica seja atestada e o tratamento seja devidamente realizado. 

Independentemente de existir uma cláusula contratual que estipule uma limitação no tempo de internação, ela é considerada inválida e abusiva, conforme Súmula nº. 302 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

A limitação do tempo de internação vai contra a função social do contrato de plano de saúde, que garante o tratamento de saúde ao consumidor mediante ao pagamento de mensalidade. 

Portanto, é responsabilidade do plano de saúde tomar todas as medidas necessárias para a realização dos tratamentos e procedimentos cobertos. 

A limitação, além de ser indevida, pode causar danos materiais e morais ao consumidor, que, em uma situação de extrema vulnerabilidade, pode se sentir abandonado pela operadora do plano de saúde. 

Caso o plano de saúde adote a prática, o consumidor tem o direito de ser indenizado por eventuais gastos financeiros decorrentes da internação.


De quem é a responsabilidade do paciente internado?

A responsabilidade da internação do paciente é compartilhada entre o próprio paciente, a equipe médica e, em alguns casos, a família ou responsáveis legais. 

O paciente é responsável por cooperar no tratamento, seguindo as orientações médicas, informando suas condições de saúde e tomando decisões sobre o tratamento. 

A equipe médica é responsável por avaliar o estado de saúde do paciente, determinando o tratamento, prescrevendo medicamentos e indicando o período de internação necessário. 

Em alguns casos, como dito anteriormente, a família ou responsável legal do paciente também pode tomar decisões pelo paciente. 

É de extrema importância ressaltar que o plano de saúde não deve interferir na decisão médica sobre a quantidade de dias que o paciente precisa ficar internado. 

Isso porque essa decisão deve ser feita com base na avaliação clínica do médico responsável, levando em consideração o quadro clínico.

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Quais os direitos de um paciente durante a internação?

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Durante a internação, o paciente tem diversos direitos assegurados para garantir seu atendimento médico e respeito à dignidade humana. Esses direitos incluem: 

  • Ter acesso ao tratamento médico sem qualquer forma de discriminação com base em raça, sexo, idade, condição social, nacionalidade, opinião política, religião ou por ser portador de doença infecto-contagiosa;
  • Ser identificado de maneira respeitosa e adequada, sendo chamado pelo nome completo e sobrenome;
  • Receber informações claras, precisas e compreensíveis sobre o diagnóstico, estado de saúde e tratamentos recomendados;
  • Acesso ao prontuário médico individual, contendo detalhes sobre o histórico de saúde, progresso clínico, exames realizados e condutas terapêuticas aplicadas;
  • O direito de autorizar ou recusar procedimentos médicos, investigações ou tratamentos propostos, com total autonomia e informação;
  • Garantir privacidade e segurança durante a permanência em instituições de saúde, além de acesso transparente às despesas referentes ao tratamento;
  • Receber medicamentos e equipamentos necessários ao tratamento, inclusive aqueles de alto custo, de acordo com a prescrição médica;
  • Assegurar que todos os materiais utilizados nos procedimentos sejam devidamente esterilizados ou descartáveis, seguindo rigorosas normas de higiene e prevenção;
  • Ter a opção de ser acompanhado por um familiar ou acompanhante durante consultas e internações, se assim desejar;
  • Em caso de óbito, os familiares têm o direito de serem imediatamente informados e receberem a declaração de óbito emitida pelo médico responsável pelo paciente.

Se algum desses direitos não for respeitado, existem mecanismos legais que podem ser acionados para garantir a proteção do paciente, de acordo com a legislação vigente.


Plano de saúde limitou o tempo de internação: e agora?

Quando um plano de saúde impõe limitação no tempo de internação de forma considerada abusiva, existem meios legais para garantir os direitos do paciente.

Uma das possibilidades é a medida judicial conhecida como liminar, que pode ser concedida pelo juiz de forma provisória para assegurar a continuidade do tratamento necessário, de acordo com a avaliação médica e a legislação vigente.

No entanto, cada caso deve ser analisado individualmente, considerando o contrato do plano de saúde, a urgência do tratamento e a documentação médica disponível.


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O que é uma liminar?

Infográfico sobre o que é a liminar judicial em processo contra o plano de saúde

A liminar é uma medida judicial provisória concedida por um juiz antes da decisão final de um processo que está em aberto. 

Seu objetivo é assegurar um direito de urgência e evitar danos irreparáveis em duas das partes envolvidas no processo jurídico

É válido ressaltar que a liminar é uma decisão temporária, válida até que o caso seja julgado definitivamente ou até que outra decisão judicial seja modificada.


Como conseguir uma liminar para manter paciente internado?

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A liminar é uma medida judicial provisória que pode ser solicitada para assegurar a continuidade da internação, especialmente em casos de urgência médica.

O processo envolve a apresentação de informações e documentos que comprovem a necessidade do tratamento, como relatórios médicos, prescrições, exames e outros registros. A decisão sobre a concessão da liminar depende da análise do juiz e da legislação aplicável.

Após a concessão, a liminar garante temporariamente o direito do paciente, enquanto o processo judicial continua até a decisão final.


Conclusão 

É fundamental conhecer os direitos enquanto paciente, especialmente em situações delicadas como internações para tratamento de saúde.

Limitações arbitrárias impostas pelos planos de saúde não devem prejudicar o acesso ao tratamento adequado, que é um direito garantido pela legislação.

Em situações como essa, é recomendável buscar orientação jurídica especializada, para compreender melhor os direitos e os procedimentos legais disponíveis.

Gostou deste conteúdo e quer saber mais sobre seus direitos? Então, acompanhe o blog jurídico do Elton Fernandes!

Escrito por:

Autor Elton Fernandes

Elton Fernandes, advogado especialista em Direito da Saúde, professor de pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar da USP de Ribeirão Preto, da Escola Paulista de Direito (EPD) e do Instituto Luiz Mário Moutinho, em Recife, professor do Curso de Especialização em Medicina Legal e Perícia Médica da Faculdade de Medicina da USP, presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de São Caetano do Sul e autor do livro "Manual de Direito da Saúde Suplementar: direito material e processual em ações contra planos de saúde".

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