Advogado para negativa de plano de saúde: quando procurar e o que fazer contra a recusa

Advogado para negativa de plano de saúde: quando procurar e o que fazer contra a recusa

Data de publicação: 24/04/2026
Resumo Rápido

A operadora que nega cobertura tem de entregar a negativa por escrito, com o motivo e a cláusula ou a norma que a justifica. Com esse documento, o beneficiário pode pedir reanálise à Ouvidoria e reclamar na ANS sem advogado. A via judicial entra quando a recusa persiste ou a urgência não permite esperar, e a lei exige advogado em parte desses casos.
Foto: Drazen Zigic/Freepik

Conteúdo atualizado em 28 outubro de 2026.

Um advogado para negativa de plano de saúde entra quando a via administrativa não resolve a recusa, quando a urgência do tratamento não comporta a espera pelos prazos da operadora e da ANS, ou quando a ação escolhida exige representação por advogado. Antes disso, o próprio beneficiário pode pedir a negativa por escrito, solicitar reanálise à Ouvidoria da operadora e registrar reclamação na ANS.

Quando o plano de saúde nega exame, cirurgia ou medicamento, a recusa pode comprometer o tratamento e gerar insegurança sobre como agir.

O papel do advogado é verificar se a recusa tem amparo na lei, no contrato e nas normas da ANS e, quando não tem, conduzir as medidas cabíveis na esfera administrativa ou judicial. O resultado de nenhuma dessas medidas pode ser antecipado: cada negativa depende do contrato, da prescrição e do regime vigente na data da recusa.

Confira, a seguir:

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O que é a negativa de cobertura do plano de saúde

A negativa de cobertura do plano de saúde ocorre quando a operadora se recusa a custear um procedimento, exame, medicamento ou tratamento prescrito pelo médico.

As justificativas mais comuns incluem:

  • Ausência no rol da ANS: Muitas operadoras alegam que o procedimento ou exame não está na lista de cobertura obrigatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  • Falta de previsão contratual: Algumas cláusulas contratuais são usadas como argumento para limitar a cobertura.
  • Doença preexistente: A operadora pode alegar que o problema de saúde já existia antes da contratação do plano, mesmo sem comprovação. A Lei nº 9.656/98 (art. 11) veda a exclusão de cobertura de doença preexistente após 24 meses de contrato e atribui à operadora o ônus de provar que o consumidor conhecia a doença.
  • Diretrizes de utilização: Mesmo que o procedimento esteja no rol da ANS, a operadora pode condicionar a cobertura ao cumprimento de requisitos específicos.

No entanto, essas justificativas nem sempre são legítimas. 

A Lei nº 9.656/98, conhecida como Lei dos Planos de Saúde, obriga o plano-referência a cobrir o tratamento das doenças listadas na Classificação Internacional de Doenças (CID), respeitadas as exigências mínimas do art. 12 e as exclusões que a própria lei enumera no art. 10. Por isso, cada negativa é examinada contra três referências: o contrato, o rol da ANS e a lei.

Para tratamento que não consta do rol da ANS, o regime atual é o da ADI 7.265, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em 18 de setembro de 2025, que exige cinco critérios cumulativos, listados na seção sobre tratamento fora do rol.

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Quando procurar um advogado para negativa de plano de saúde

A via jurídica passa a fazer sentido em três situações: a negativa persiste depois do pedido de reanálise e da reclamação na ANS; a urgência clínica não comporta a espera pelos prazos administrativos; ou a recusa envolve questão que depende de prova técnica, como o tratamento fora do rol da ANS.

Em qualquer delas, o ponto de partida é a negativa por escrito, que a operadora é obrigada a entregar. O acesso ao Judiciário não depende de esgotar a via administrativa (Constituição Federal, art. 5º, XXXV), mas a reanálise e a NIP costumam resolver parte das recusas em poucos dias úteis e deixam registro da negativa.

O tipo de procedimento negado também orienta a análise:

Negativa de exame

A recusa de cobertura para exames, como PET-CT ou sequenciamento do exoma, é comum, especialmente quando o procedimento é considerado de alto custo ou não consta no rol da ANS. No entanto, quando há prescrição médica e o exame é necessário para diagnóstico ou tratamento de doença coberta, a negativa pode ser considerada abusiva. No Tribunal de Justiça de São Paulo, a Súmula 96 estabelece que, havendo expressa indicação médica de exames associados a enfermidade coberta pelo contrato, não prevalece a negativa de cobertura do procedimento.

Negativa de cirurgia

Procedimentos cirúrgicos, inclusive por técnicas modernas como a videolaparoscopia ou cirurgia robótica, também podem ser negados com base em limitações contratuais ou no rol da ANS. Na negativa de cirurgia por técnica, a análise parte do relatório do cirurgião que justifica a escolha e do que o contrato e o rol da ANS preveem para o procedimento.

Negativa em urgência ou emergência

Em casos de urgência ou emergência, a negativa de cobertura é ainda mais grave, especialmente quando envolve internações. A Lei dos Planos de Saúde estabelece que, após 24 horas da adesão ao plano, a cobertura para situações de urgência ou emergência é obrigatória, independentemente de carências contratuais.

O prazo máximo de carência para esses casos é de 24 horas (Lei nº 9.656/98, art. 12, V, "c"). O art. 35-C da mesma lei define emergência como o caso que implica risco imediato de vida ou de lesão irreparável, declarado pelo médico assistente, e urgência como o caso resultante de acidente pessoal ou de complicação no processo gestacional.

Nesses casos, a operadora deve responder de imediato, e a espera pela via administrativa costuma ser incompatível com o quadro clínico. É o cenário em que o pedido de tutela de urgência ao Judiciário aparece com mais frequência.

Reajustes abusivos ou rescisão do contrato

Aumento de mensalidade e cancelamento do contrato seguem regras próprias, como as do reajuste abusivo do plano de saúde, e ficam fora do escopo desta página.

Registrar tudo desde a primeira recusa tem efeito prático: os prazos da operadora, da Ouvidoria e da ANS correm a partir do protocolo, e o pedido judicial de urgência é examinado com base nesses registros.


Quando a lei exige advogado e quando não exige

A reanálise pela Ouvidoria e a reclamação na ANS não exigem advogado: o próprio beneficiário, ou quem o represente, faz o pedido. A RN 623/2024 da ANS proíbe a operadora de exigir formalidades para a reanálise.

Na via judicial, a regra depende do caminho escolhido:

Situação

Advogado é obrigatório?

Base legal

Reanálise pela Ouvidoria da operadora

Não

RN 623/2024 da ANS, art. 16

Reclamação na ANS (NIP)

Não

ANS, Notificação de Intermediação Preliminar

Juizado Especial Cível, causa de até 20 salários mínimos

Não, a parte pode comparecer pessoalmente

Lei nº 9.099/95, art. 9º

Juizado Especial Cível, causa acima de 20 e até 40 salários mínimos

Sim

Lei nº 9.099/95, arts. 3º, I, e 9º

Recurso contra a sentença do Juizado

Sim

Lei nº 9.099/95, art. 41, § 2º

Ação na Justiça comum (vara cível)

Sim

Código de Processo Civil, art. 103

Quem não tem condições de pagar advogado tem direito à assistência jurídica integral e gratuita prestada pelo Estado (Constituição Federal, art. 5º, LXXIV), por meio da Defensoria Pública (art. 134).

No Juizado Especial, o primeiro grau não tem custas (Lei nº 9.099/95, art. 54). As custas da ação contra o plano de saúde na Justiça comum seguem outras regras, inclusive a da gratuidade da justiça para quem não pode pagá-las.


O que faz o advogado na negativa de plano de saúde

O trabalho do advogado começa pela leitura de três documentos, a negativa escrita, o contrato e o relatório médico, e pela pergunta sobre qual regime se aplica à data da recusa. A partir daí, as atividades se dividem entre a via administrativa e a judicial.

Esse tipo de atuação pode envolver:

  • Análise da legalidade da negativa: O profissional avalia o contrato, a prescrição médica e a justificativa apresentada pela operadora, a fim de verificar se a recusa está de acordo com a legislação ou se pode ser considerada abusiva. Na negativa por tratamento fora do rol, a análise inclui os cinco critérios da ADI 7.265 e a data da recusa, que define o regime aplicável.
  • Acompanhamento da via administrativa: a reanálise na Ouvidoria e a reclamação na ANS podem ser feitas pelo próprio beneficiário; quando o advogado atua nessa fase, organiza a documentação e o controle dos prazos.
  • Pedido de liminar contra negativa do plano de saúde: Em situações de urgência, pode ser proposta uma ação judicial com pedido de tutela de urgência (liminar), para que o caso seja apreciado de forma mais rápida.
  • Busca por reembolso: Caso o paciente tenha arcado com o custo do procedimento, é possível discutir o ressarcimento dos valores, com atualização monetária. Dependendo das circunstâncias, também pode ser avaliada a existência de dano moral. O pedido de reembolso do plano de saúde depende dos comprovantes do que foi pago.
  • Processo eletrônico: a tramitação judicial é majoritariamente digital, e o andamento pode ser acompanhado sem deslocamento.

A análise jurídica leva em consideração normas da ANS e o entendimento dos tribunais sobre o tema.


Como agir após a negativa de cobertura: o caminho administrativo

A sequência que preserva todas as opções é: negativa por escrito, documentos médicos, reanálise na Ouvidoria e reclamação na ANS; a via judicial vem em seguida ou, havendo urgência, em paralelo.

Se o plano de saúde negou cobertura, algumas medidas podem ser adotadas para avaliar e buscar os direitos do paciente:

  1. Guarde a negativa por escrito: pela Resolução Normativa nº 623/2024 da ANS, toda negativa tem de ser reduzida a termo, independentemente de pedido, com o motivo detalhado e a cláusula contratual ou o dispositivo legal que a justifica, em formato que permita download. Se a recusa veio por telefone, o número de protocolo do atendimento registra o pedido. A RN 623/2024 revogou a RN 395/2016, que regulava o tema antes.
  2. Reúna documentos: É importante reunir a prescrição médica, relatório clínico detalhado e, sempre que possível, o contrato do plano e comprovantes de pagamento. Esses elementos contribuem para a avaliação da situação. O relatório médico costuma ser a peça central: indica o diagnóstico, o tratamento prescrito, a urgência, quando houver, e as alternativas já tentadas.
  3. Peça a reanálise à Ouvidoria: no momento da negativa, a operadora tem de informar que o beneficiário pode pedir reanálise, os canais da Ouvidoria e o prazo de resposta, que não passa de 7 dias úteis (RN 623/2024, art. 16).
  4. Registre uma reclamação na ANS: O registro junto à agência reguladora pode ser utilizado como medida administrativa, permitindo a apuração da conduta da operadora. Pela Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), a ANS notifica a operadora, que tem 5 dias úteis para resolver demanda de cobertura assistencial e 10 dias úteis para as demais. A agência orienta reclamar antes na própria operadora e anotar o protocolo, que é o primeiro dado pedido para reclamar do plano de saúde na ANS.
  5. Avalie a via judicial: Quando a negativa persiste, pode ser analisada a possibilidade de uma ação judicial, especialmente em situações que envolvem urgência ou risco à saúde. Na ação sobre tratamento fora do rol, o STF exige prova de que a operadora negou, demorou de forma excessiva ou se omitiu, o que reforça o valor da negativa escrita e dos protocolos.

Prazos de resposta da operadora e da ANS

A RN 623/2024 obriga a operadora a dar resposta conclusiva, autorizando ou negando o pedido, dentro de prazos fixos, e proíbe respostas genéricas como "em análise" ou "em auditoria".

Pedido

Prazo de resposta

Norma

Urgência e emergência

Imediato

RN 623/2024, art. 12, I

Procedimento ou serviço de cobertura assistencial, regra geral

Até 5 dias úteis

RN 623/2024, art. 12

Alta complexidade e internação eletiva

Até 10 dias úteis

RN 623/2024, art. 12

Pedido não assistencial (contrato, mensalidade, reajuste)

Até 7 dias úteis

RN 623/2024

Reanálise pela Ouvidoria

Até 7 dias úteis

RN 623/2024, art. 16, § 1º, III

NIP na ANS, demanda assistencial

5 dias úteis para a operadora resolver

ANS

NIP na ANS, demanda não assistencial

10 dias úteis para a operadora resolver

ANS

Os prazos de resposta não alteram os prazos máximos para a realização do atendimento, que seguem a RN 566/2022 (prazos máximos de atendimento da ANS), conforme o FAQ oficial da ANS sobre a RN 623/2024.


Negativa por tratamento fora do rol da ANS: o que mudou com a ADI 7.265

Desde 18 de setembro de 2025, a cobertura de tratamento que não consta do rol da ANS depende de cinco critérios cumulativos fixados pelo STF na ADI 7.265. A decisão teve relatoria do ministro Luís Roberto Barroso e está resumida no comunicado oficial do STF.

  1. prescrição por médico ou odontólogo assistente;
  2. tratamento que não tenha sido expressamente negado pela ANS nem esteja pendente de análise para inclusão no rol;
  3. inexistência de alternativa terapêutica adequada no rol da ANS;
  4. comprovação científica de eficácia e segurança;
  5. registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esse regime substituiu os dois critérios alternativos da Lei nº 14.454/2022, que alterou a Lei 9.656/98 e definiu o rol da ANS como referência básica da cobertura. O regime aplicável depende da data da negativa:

Data da negativa de cobertura

Regime aplicável

Até 20 de setembro de 2022

Regime anterior à Lei nº 14.454/2022, com o rol interpretado pela jurisprudência do STJ

De 21 de setembro de 2022 a 17 de setembro de 2025

Lei nº 14.454/2022, com dois critérios alternativos

A partir de 18 de setembro de 2025

ADI 7.265, com os cinco critérios cumulativos



Liminar contra a negativa do plano de saúde

A liminar contra negativa do plano de saúde é uma medida judicial utilizada, especialmente em situações de urgência. Trata-se de uma decisão provisória que pode determinar à operadora a cobertura do procedimento antes do julgamento final do processo, desde que presentes os requisitos legais.

Pelo art. 300 do Código de Processo Civil, a tutela de urgência depende de dois elementos:

  • Urgência (perigo de dano): Situação em que a demora na realização do procedimento pode causar agravamento do quadro de saúde ou risco ao paciente.
  • Probabilidade do direito: Indícios de que a negativa da operadora pode ser considerada indevida, com base na legislação aplicável e no entendimento dos tribunais.

O prazo para análise do pedido pode variar conforme o caso e o juízo responsável, podendo ocorrer de forma mais célere em razão da natureza da demanda. A avaliação jurídica adequada do caso e a apresentação dos documentos médicos são fatores relevantes para a análise do pedido pelo Poder Judiciário.

A liminar é provisória: pode ser confirmada, modificada ou revogada na sentença. Quando a liminar contra negativa de cobertura é indeferida, cabe agravo de instrumento ao tribunal (Código de Processo Civil, art. 1.015, I).


Base legal contra a negativa de cobertura

A Lei dos Planos de Saúde e o Código de Defesa do Consumidor oferecem proteção aos beneficiários. O CDC se aplica aos planos de saúde, salvo os de autogestão (Súmula 608 do STJ), e considera nulas as cláusulas que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada (Código de Defesa do Consumidor, art. 51, IV).Algumas garantias importantes incluem:

  • Cobertura das doenças da CID: o plano-referência cobre o tratamento das doenças da Classificação Internacional de Doenças, respeitadas as exigências mínimas e as exclusões da Lei nº 9.656/98 (art. 10). Fora do rol, valem os critérios da ADI 7.265.
  • Exames com indicação médica: no TJSP, a Súmula 96 afasta a negativa de exames associados a doença coberta pelo contrato quando há expressa indicação médica.
  • Atendimento de urgência e emergência: Após 24 horas da adesão ao plano, a cobertura é obrigatória, sem restrições de carência. No TJSP, a Súmula 103 considera abusiva a negativa em urgência ou emergência a pretexto de carência diferente do prazo de 24 horas da Lei nº 9.656/98.
  • Súmulas revogadas: o TJSP revogou as Súmulas 100 e 102 em 10 de setembro de 2025. A Súmula 102, sobre tratamento experimental e fora do rol, ainda aparece em textos sobre o tema, mas deixou de valer como fundamento.
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Perguntas frequentes sobre advogado e negativa de plano de saúde

Preciso de advogado para contestar a negativa do plano de saúde?

Na via administrativa, não: a reanálise pela Ouvidoria da operadora e a reclamação na ANS são feitas pelo próprio beneficiário. Na Justiça, o advogado é dispensável no Juizado Especial Cível em causas de até 20 salários mínimos e obrigatório acima desse valor, no recurso contra a sentença do Juizado e na Justiça comum. Quem não pode pagar tem direito à assistência gratuita da Defensoria Pública.

O plano de saúde é obrigado a dar a negativa por escrito?

Sim. Pela RN 623/2024 da ANS, toda negativa é reduzida a termo, independentemente de pedido do beneficiário, com o motivo e a cláusula contratual ou o dispositivo legal que a justifica, em formato que permita download.

Quanto tempo o plano de saúde tem para responder um pedido de cobertura?

A resposta é imediata em urgência e emergência, de até 5 dias úteis como regra geral e de até 10 dias úteis para alta complexidade e internação eletiva, segundo a RN 623/2024. A reanálise pela Ouvidoria tem até 7 dias úteis.

Reclamar na ANS substitui a ação judicial?

Não. A NIP é um procedimento de mediação: a ANS notifica a operadora, que tem 5 dias úteis para resolver a demanda de cobertura. Se a recusa continuar, a via judicial segue disponível, e o registro da reclamação documenta a negativa.

O plano pode negar tratamento que não está no rol da ANS?

Para negativas a partir de 18 de setembro de 2025, a cobertura fora do rol depende de cinco critérios cumulativos fixados pelo STF na ADI 7.265: prescrição do médico ou odontólogo assistente, ausência de negativa expressa ou de análise pendente na ANS, falta de alternativa adequada no rol, comprovação científica de eficácia e segurança e registro na Anvisa. Sem um deles, a operadora não é obrigada a cobrir.

O plano pode negar atendimento de urgência por causa da carência?

Depois de 24 horas da contratação, não. A Lei nº 9.656/98 fixa em 24 horas o prazo máximo de carência para urgência e emergência (art. 12, V, "c"), e a Súmula 103 do TJSP considera abusiva a negativa baseada em carência maior.

É possível pedir reembolso do que foi pago depois da negativa?

O ressarcimento pode ser pedido à operadora e, se recusado, discutido judicialmente, com os comprovantes de pagamento, a negativa escrita e o relatório médico. O dano moral depende das circunstâncias de cada caso e não decorre automaticamente da negativa.

Escrito por:

Autor Elton Fernandes

Elton Fernandes, advogado especialista em Direito da Saúde, professor convidado de pós-graduação da USP, da USP de Ribeirão Preto, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, da Escola Paulista de Direito (EPD) e do Instituto Luiz Mário Moutinho, em Recife. É presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de São Caetano do Sul e autor do livro "Manual de Direito da Saúde Suplementar: direito material e processual em ações contra planos de saúde".

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