Plano de saúde com carência zero para parto, existe? Advogado especialista em plano de saúde responde

Plano de saúde com carência zero para parto, existe? Advogado especialista em plano de saúde responde

 Plano de saúde com carência zero para parto, existe?

Advogado especialista em plano de saúde responde no vídeo e no texto abaixo

 

Uma das perguntas mais respondidas pro este escritório especialista em ação contra plano de saúde é: existe carência zero para parto?

 

Segundo o advogado Elton Fernandes, especialista em ação contra plano de saúde, isto atualmente é uma raridade e o consumidor deve ficar muito atento com falsas promessas de corretores, documentando as promessas por e-mail, whatsapp ou qualquer outro meio.

 

"Por qual motivo um plano de saúde permitiria carência zero para parto?", pergunta o advogado Elton Fernandes. "Dezenas de consumidores todos os meses nos escrevem dizendo que foram enganados na hora de aderir um plano de saúde e o consumidor deve ficar atento às falsas promessas que iludem as gestantes e que, no entanto, na hora as deixará sem assistência médica". 

 

Segundo ele, embora via de regra não exista carência zero para parto, salvo se estiver expressamente estabelecido em contrato, há casos onde o plano de saúde não pode cobrar carência e, em outros casos, é possível reduzir a carência.

 

Mas que casos são estes? Leia atentamente e não seja enganada!

 

Segundo o advogado especialista em plano de saúde, Elton Fernandes, também professor do curso de Direito à Saúde da Escola Paulista de Direito, basicamente temos duas hipóteses:

 

a) Inexistência de novas carências: O consumidor que trocou de modalidade de plano, mas que continua vinculado a mesma empresa de plano de saúde, não pode sofrer novas carências. Por exemplo, se o plano era empresarial e depois o consumidor contratou um plano individual ou coletivo por adesão, ou vice-versa, com a mesma empresa de plano de saúde, em hipótese alguma poderá haver novas carências. Então, se o paciente tem plano da empresa XPTO via a empesa onde trabalha e ao deixar a empresa contrata um plano com a mesma XPTO, não pode haver exigência de carência.

 

b) Redução de carência em caso de risco de vida à gestante ou ao bebê: Os planos de saúde podem exigir até 300 dias de carência para custear parto. Contudo, em caso de risco de vida à gestante ou ao bebê, atestada pelo médico, sendo o parto prematuro, por exemplo, o prazo de carência deixa de ser de 300 dias e passa a ser de 24 horas. Ou seja, após 24 horas no plano de saúde a gestante que estiver em risco deve ter o custeio INTEGRAL do seu parto com todo acompanhamento médico necessário, desde que o médico ateste risco de morte ou de dano irreparável à gestante ou ao bebê.

 

Muito cuidado com os corretores que oferecem garantias de que o plano de saúde não possui carência. Exija que o corretor documente isto antes de você assinar o contrato, tenha dele por escrito que não haverá carência e seja incisiva na pergunta para que ele não dê respostas evasivas.

 

Caso a gestante passe por uma situação como esta e pague o parto, será possível também ingressar com ação para ressarcir o valor gasto.

 

Não esqueça de incluir o seu bebê no plano de saúde dentro dos 30 primeiros dias de vida a fim de não ter carência. Não se esqueça que o prazo é de 30 dias e não de um mês, como muitos contam.

 

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