Portugal faz acordo inédito para obter medicamentos que curam hepatite C

Portugal faz acordo inédito para obter medicamentos que curam hepatite C

Um acordo firmado entre o Ministério da Saúde de Portugal e o laboratório norte-americano Gilead prevê tratar 5.000 pessoas portadoras do vírus de hepatite C por ano. Estima-se um custo médio de 42 mil euros por paciente e o acordo será válido por 2 anos. O país acredita que após este período outras drogas potenciais podem surgir o que irá baratear o custo do medicamento e avançar no tratamento a genótipos que atuais medicamentos são menos eficazes.

O ineditismo do acordo ficou por conta das condições que foram incluídas no contrato: o governo pagará a fabricante de acordo com os resultados alcançados no tratamento.

Segundo o site português Público, o acordo abrange dois medicamentos da Gilead: o polêmico Sofosbuvir, introduzido na Europa há um ano, e que desencadeou o debate devido ao seu preço inicial de 48 mil euros naquele país; e um medicamento aprovado apenas em Dezembro e que contém Sofosbuvir e Ledipasvir.

Este último serve apenas para os genótipos 1, 3 e 4, enquanto o Sofosbuvir original, mas que tem de ser dado em conjunto com mais medicamentos, responde a todos os genótipos. A vantagem da solução combinada está nas taxas de eficácia, que quase se aproximam dos 100%. A solução combinada de Sofosbuvir e Ledipasvir deverá ser a mais escolhida, visto que se estima que 96% dos doentes tenham variações que respondem a este medicamento.

O Governo Português deu um importante passo no tratamento da doença. O acordo é um exemplo a ser seguido pelo Brasil e outros países no mundo.

Nosso escritório, parceiro da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) tem lutado para que os planos e seguros de saúde, além do SUS, incorporem mais brevemente estes novos medicamentos no sistema de saúde. Hoje, para ter acesso a estes medicamentos o paciente precisa se socorrer do Judiciário e ingressar com ação, contratando advogado.

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