Erro médico em anestesia: criança com danos irreversíveis deve ser indenizada

Erro médico em anestesia: criança com danos irreversíveis deve ser indenizada

Plano de saúde é condenado a pagar indenização e pensão mensal à criança com danos irreversíveis após anestesia

 

Um plano de saúde e um anestesista de sua rede credenciada foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a pagar a uma criança o valor de R$200.000,00 de indenização por danos morais, além de pensão vitalícia de três salários mínimos e o pagamento de um plano de saúde para que receba todos os tratamentos necessários.

 

A criança que aos sete anos de idade foi submetida à cirurgia de apendicectomia, teve complicações após receber anestesia raquidiana, permanecendo com sequelas neurológicas irreversíveis.

 

Após avaliação pericial, constatou-se que devido à gravidade das infecções e da idade do paciente, o anestesista deveria optar pela anestesia geral, considerada mais segura ao caso.

 

Veja como se posicionou a Justiça:

Continuar Lendo

 

ERRO MÉDICO – Apendicectomia que resultou em encefalopatia hipóxica de caráter irreversível e totalmente incapacitante – Opção de técnica anestésica raquidiana, que, conquanto não contraindicada, culminou em parada cardiorrespiratória de paciente infante, complicação prevista na literatura como efeito possível em razão da técnica adotada – Afronta ao dever lateral de cuidado – Anestesista que deveria ter optado por técnica mais segura em razão da gravidade do quadro infeccioso e da tenra idade do paciente – Diante da existência de duas técnicas, o médico anestesista deveria ter assumido aquela que apresentasse menor risco ao paciente – Responsabilidade solidária do médico anestesista e da operadora de saúde ao qual o mesmo se encontra credenciado (...) Dano moral – Ocorrência in re ipsa, em razão do quadro clínico do paciente, que conta com tetraplegia espástica severa nos quatro membros, reflexos exacerbados, tendência a opistótono e estado vegetativo persistente, de caráter irreversível – Dependência perpétua do cuidado de terceiros – Pensão mensal – Cabimento – Art. 950, CC – Sentença reformada – Apelo parcialmente provido, em maior extensão.

 

Os advogados Elton Fernandes e a Dra. Juliana Emiko Ioshisaqui, sócios do Escritório Elton Fernandes Sociedade de Advogados especializado em saúde explicam que o paciente que se sentir lesado em cirurgias plásticas deve procurar imediatamente um advogado para receber orientações sobre esse tipo de ação judicial para que todas as provas necessárias sejam guardadas.

 

A Dra. Juliana Emiko lembra, inclusive, que nosso escritótio dispõe de profissionais para avaliar o erro médico a extensão do dano, auxiliando no trabalho e na elaboração do processo..

 

Nosso escritório está localizado na Avenida Paulista e conta com a sociedade entre os advogados Elton Fernandes e Juliana Emiko Ioshisaqui que estão à disposição para sanar dúvidas.

 

Se ficou alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato com nosso escritório através do telefone (11) 3141-0440, ou pelo Whatsapp (11) 97751-4087.

Fale com a gente