Elton Fernandes, advogado especialista em Direito a Saúde, é entrevistado

Elton Fernandes, advogado especialista em Direito a Saúde, é entrevistado

O advogado Elton Fernandes, especialista e professor em Direito da Saúde, é entrevistado em materia do jornal Folha Universal.

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A realidade dos erros médicos
A cada três minutos, dois brasileiros morrem por falhas em hospitais do País. Confira os relatos de quem quase fez parte dessa estatística

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Para mudar o cenário

A tramitação de processos por erros médicos no Brasil geralmente é muito lenta e são raros os casos de cassação do diploma. De acordo com o advogado Elton Fernandes (foto ao lado), especialista em Direito da Saúde, ainda se vê muita impunidade. “Há casos que tudo leva a crer que houve erro médico, mas o silêncio dos envolvidos e a pressão são tão grandes que ninguém fala, dificultando, inclusive, a realização de um trabalho de prevenção. Já vi até o prontuário médico ser alterado para evitar que o paciente descubrisse o erro e para que tudo parecesse apenas uma complicação natural da cirurgia”, aponta.

Ele destaca que, na maioria dos casos, os pacientes atestam que foram enganados pelos profissionais, especialmente quando se trata de cirurgias plásticas, principal área de reclamação. “Muitos casos poderiam não ter chegado à Justiça se o paciente tivesse sido claramente informado acerca de todos os riscos. Não se trata de oferecer uma informação genérica, mas sim de cientificá-lo dos riscos reais”, sugere.

Para o advogado, ainda há uma distância muito grande entre médico e paciente. “Como não se cria uma relação de confiança, duradoura, todo insucesso é imediatamente questionado. Tenho acesso a uma pesquisa feita nos Estados Unidos que aponta que a maioria dos pacientes que processou seus médicos queria apenas ouvir um simples pedido de desculpas. Apenas nos casos mais graves, a maioria afirma que tem como principal objetivo uma indenização”, destaca.

Quando uma pessoa passa por um erro médico ela pode denunciar a instituição e o profissional. O objetivo não é prejudicar pessoas ou punir, mas reparar direitos para que os cuidados sejam redobrados e se evitem mais falhas.

É fundamental que médicos e locais de assistência ofereçam atendimento marcado por um bom relacionamento pessoal, com dedicação e tempo de atenção, e que pacientes ou responsáveis aprendam a questionar a forma como serão assistidos e que não julguem toda a categoria por causa de um caso isolado.

http://www.universal.org/noticia/2017/04/23/a-realidade-dos-erros-medicos-39957.html

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